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Já Basta!

QUAL É A SUA MOTIVAÇÃO (II) 02/12/2009

Arquivado em: Reeducação Alimentar — Débora Oliveira @ 12:29

Ao contrário de muitas pessoas, não engordei o dobro quando parei de tomar o remedio. De certa forma, a compulsão que eu tinha passou.

Em casa, sempre passamos muitas dificuldades, bastante necessidade, mas Graças ao nosso bom Deus, nunca passamos fome. Mas eram tempos bicudos, e minha mãe não podia comprar biscoitos recheados, salgadinhos e essas guloseimas que toda criança/adolescente gosta. Então quando comecei a trabalhar (com 16 anos), sempre que sobreva um pouco de dinheirinho (dinheirinho mesmo, no meu 1º emprego, ganhava só comissão, e meu salario não era mais do que R$100,00…fora a passagem, que pagava do meu bolso), me empanturrava de besteiras. De verdade. Sabe, de comer um pacote de bolacha recheada de uma vez. De comer 10 balas daquelas butter toffes, de uma vez. Somando isso ao sedentarismo, eu continuava engordando. Não tinha acesso a revistas, internet e informações, como muitas meninas têm hoje.

Mas depois desse regime maluco que fiz, acabei entendendo bem qual era o esquema, que era se alimentar direito. Nunca tinha ouvido falar de Reeducação Alimentar. Sempre que lia aquelas revistas tipo Boa Forma, começava a ler as dietas, e sempre achei aqui inantigivel para mim. Peito de peru e presunto no café da manhã? Iogurte e leite desnatado? No way!!! Fora da realidade ever..rs…Mas com o regime, comia o que tinha, o que dava pra comer, e dava certo: 1 pão de manhã (ao invés de 2 ou 3), 1 fruta no lanche da manhã, almoço com muita salada, outra fruta do fim da tarde e depois jantar, com muita salada (alface com tomate bem temperada).

Voltei a comer guloseimas, mas não exagerava tanto quanto antes. Comia sim, chocolate, bala, bolacha, mas tudo moderadamente. A compulsão tinha dado uma trégua.

Depois, com 18 anos e o grito de liberdade, passava simplesmente o DIA TODO fora. Trabalhava durante o dia, e a noite ficava nos rolês por ai, num dia tomando uma cervejinha num boteco, outro dia batendo perna no shopping, no outro andando de skate, no outro fofocando com as amigas, e fim de semana, sair para dançar, lógico, era sagrado.  Sempre tinha algo pra fazer e comer, definitivamente, não era o principal na minha vida.

Com 19 anos, conheci meu marido, e começamos a namorar. As saídas diminuiram (quando você é solteira, vai-se para qualquer lugar, as baladas que eu ia, geralmente mulher não pagava, ou eu conhecia o dono da festa, e quase nunca gastava),  ele estava desempregado, e passamos a curtir outras coisas, ficavamos muito tempo juntos. Claro que engordei, mas pouca coisa, acho que 3 ou 4 quilos, nada assustador, afinal, minhas roupas ainda me serviam..rs..

Com 20 me casei, e começaram as cobranças. Meu marido é do tipo atlético, sabem? Foi jogador de basquete na adolescencia, e também surfou durante um tempo. E mesmo quando parou de jogar em times, sempre estava em alguma quadra treinando. E nunca liguei muito para exercicios. Andava horrores, não tinha carro, eramos duros(!), talvez por isso não engoradava tanto, porque comer, eu comia. Não compulsivamente, mas comia digamos assim, bem. Com 6 meses de casamento, engravidei.

Ai, que alivio eu senti. Juro. Podia comer sem ser repreendida agora. Morria de medo de engordar muito. Não vou dizer que a minha alimentação era um primor, mas também não era  a la Britney Spears…comia moderadamente. E engordei só 15kg, 10 perdidos no parto. Tive uma anemia séria, e emagreci mas um pouco, mas agora podia me esconder atras da amamentação, afinal quem amamenta, tem que se alimentar bem para produzir bastante leite. Às vezes, comia 3 pães de uma vez.  Mas a minha licença-maternidade estava no fim, meu filho quase não mamava mais no peito (só a noite), e o fantasma do emagrecimento estava surgindo em minha cabeça. Dessa vez, a pressão era minha. Estava uns 5 quilos acima do peso, e aquilo me perturbava, fazia anos que não estava tão acima do peso assim.  Isso foi em julho.

Em outubro, outra gravidez. Confesso que o alivio dessa vez foi muito maior. Pensava: Poxa, só daqui 7 meses vou pensar nisso de novo (quando descobri que estava grávida, já estava de 2 meses). Minha filha nasceu, dessa vez não teve anemia. Tinha engordado mais ou menos os 15 kg da gestação anterior, e 10kg perdidos no parto (meus dois partos foram normais). 

Ainda escondida atras da amamentação, recuperei pelo menos uns 6 quilos dos 10 perdidos, com uma alimentação totalmente desregrada,  falta de exercicios, e o pior de tudo, falta de auto-estima…

Tô voltando pro tronco. Amanhã tem mais!

 

One Response to “QUAL É A SUA MOTIVAÇÃO (II)”

  1. LuRussa* Says:

    Obrigada por compartilhar sua história conosco !
    nossa, já casada e com filho com essa carinha ? nunca imaginaria isso !!!:)

    bjosss

    LuRUssa


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